sexta-feira, 6 de março de 2026

Azeitona ❤︎⋆˙⟡

É a nossa criança mais velha, beira já seus 15 anos, mas com atitude e disposição de filhote. Mas ela já está sentindo os anos nas patinhas. Foi mãe de quatro, já morou em três cidades diferentes e arranca suspiros por onde passa. Pensa numa doguinha simpática! Hoje, 27/02/2026, escrevo sobre ela e nem parece que faz muito tempo que está conosco!

Ela foi abandonada esperando cria na frente de um pet shop,estava há dias esperando seu dono voltar. O acaso num sábado à noite, fez com que a encontrássemos  e ela nos adotasse. Levamos ela mesmo sem poder de ônibus para casa, enrolada em uma cobertinha. Ela aceitou de bom grado, sempre meiga e carinhosa. Fizemos anúncio no Facebook para saber se era de alguém, mas ninguém se apresentou. Chamamos um veterinário e ele disse que ela já tinha seus 3 anos de idade.

Todas as casas que alugamos pensamos nela, ela gosta de um quintal grande para correr, um canteiro de plantas para cavar. Nosso neném tem medo da chuva. Escrevo isso porque nossa pretinha está ficando velinha, nossa companheira que já sofreu tentativa de envenenamento por vizinhos, nossa porpeta brincalhona. Hoje ela não está muito bem e isso aperta meu coração. Ela já teve câncer. Minha companheira de deitadas no quintal está envelhecendo, tem barba branca e nem late mais. Ela ama andar de carro...

Quero celebrar minha gostosa em vida, e é por isso que escrevo este texto: para não me esquecer de mostrar a vocês o quanto de amor ela nos doou, da maneira dela  e sempre foi bem recebido. Da galinha Clotilde que ela tanto amava e do macaco Caco, que dorme com ela todas as noites! Não gerei filhos, mas não posso negar que amor não me faltou dos filhos de quatro patas que adotei! Escolhi o nome porque gosto muito de azeitonas e achei que ela tinha cara de tal. Era miudinha para mim, tão pequenininha (para mim). Hoje não enxerga muito bem e mal ouve, mas sabe lamber, mesmo lhe faltando alguns dentes ela pede ossinho.

Deixo aqui meu amor por ela, que tantas vezes latiu na minha janela e não parou enquanto eu não falasse bom dia. Já fiquei brava com ela algumas vezes, porque já foi travessa, mas quando ela sorri (sim, ela sabe sorrir), isso me aquece o peito. Minha velhota que ama beijo na testa, que já me viu chorar tantas vezes e me fez rir tantas outras… amo muito você. 


Amo tanto essa foto

Ela e Clotilde


{06/03/2026}

Dia 04/03 a nossa princezinha foi internada e voltou ontem para casa. Ela não está bem. Estou chorando quase toda hora por ela. Ela mal consegue andar.Não quero fazer uma postagem de quando ela partir; quero celebrá-la enquanto ela está viva. Trabalho em casa e ela nos faz companhia; agora ela dorme. Eu acredito que, quando ela partir (e isso está meio próximo), não vou ter cabeça para escrever nada. Então, esse texto que eu estava guardando para maio no aniversário de doze anos que ela está conosco (ela tinha três anos quando a resgatamos) vai ser postado hoje.

Não como algo triste, mas como a celebração de que ela é uma doguinha feliz, que nos traz felicidade e que me ajuda com a depressão.Meu amor por ela é imenso, tal qual o amor que tenho pelas nossas gatas e pela minha família. Ela é uma parte importante das nossas vidas e, nesse período em que visivelmente a vidinha dela não vai ser mais longa, quero apenas deixar o registro de uma doguinha linda, simpática, bagunceira e sorridente.

Eu a amo demais, amo muito mesmo. Amo beijar a sua testa, sentir seu cheirinho de cachorro. Gosto quando ela vem me dar lambeijo. Ontem, enquanto eu chorava, com toda dificuldade do mundo, ela veio me lamber. Há muita gente que ignora o choro alheio.Eu espero poder aproveitar esses meses com ela. Como disse, não vai ter postagem de luto em lugar algum; a vida dela merece ser celebrada. Ela nos trouxe tanta alegria que nada mais digno do que celebrar a vida de um ser tão iluminado quanto a nossa Azeitona.


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