29 março 2026

Apenas um desabafo...

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Não sei se isso é um desabafo, mas sou uma pessoa que guarda as crises para si. Por vezes falo com meu companheiro e, quando eu ainda possuía uma, com a minha psicóloga (ainda estou na saga de reencontrar uma). É por isso que não faço postagens extraordinárias reclamando das coisas; já vivo meus problemas comigo mesma e não sei o que mudaria na vida de alguém expor tais questões.

Confesso que gostaria muito de escrever sobre a minha estadia em uma clínica psiquiátrica. Quando escrevi sobre isso no meu blog diário, acredito que colocar para fora mesmo que ninguém tenha lido foi um pouco remediador. O que eu gostaria de dizer aqui é o quão difícil é encontrar bons profissionais para me tratar. Não tenho síndrome de protagonista e sei da minha insignificância, mas penso que algumas pessoas conseguem bons profissionais, eu no entanto não tive tal dádiva.

Quando se é uma mulher branca, encontrar uma profissional qualquer já basta, sejamos sinceros... mas quando se é negra, o racismo estrutural modifica a percepção do profissional diante da gente. Muitos possuem uma certa falta de preparo e interesse em se educar sobre essas questões. Não sou eu, como paciente, que devo educá-los e por isso, estou sem amparo no momento. Há certas coisas que só existem em rede social, convenhamos: duas vezes procurei profissionais com bons discursos de acolhimento e "tomei na tarraqueta" sendo paciente deles. Quando procurei uma profissional experiente fora da internet e por indicação, eu com depressão, tive que ouvir que não era "fisicamente incapacitada", vi meu problema ali, sendo diominuído. Além do racismo estrutural, houve um discurso elitista ali, de alguém que nunca trabalhou para além da própria profissão de formação. Já fui escala 6x1 e sei do que estou falando, é desgastante estando saudável, imagine com um quadro de depressão, há dias que sair da cama é uma saga.

Não vou entrar no mérito de falar sobre bons profissionais que estão sobrecarregados com as demandas de pacientes que, assim como eu, estão sem tratamento  não por questões financeiras, mas por falta de profissionalismo alheio. Escrevo aqui, acredito, por exaustão e por sentir que não sou a única a passar por isso. Se você é profissional da área e lê o meu blog, por favor, eduque-se sobre diferentes realidades. Não estude apenas seus métodos de abordagem clínica, pois tal alienação social pode prejudicar o tratamento do seu paciente e, posteriormente, o seu próprio trabalho. Questões estruturais de preconceito étnico e socioeconômico não são "frescura"; quem sofre o preconceito sabe como lê-lo, infelizmente.

Eu gosto de escrever sobre coisas leves, pensamentos soltos, mas, por vezes, a mente precisa esvaziar. Talvez com este texto, apenas pelo fato de escrevê-lo, eu não me sinta tão sozinha. Passei pelo luto sem tratamento psicológico e isso acabou comigo. Estou tentando ir um dia após o outro, pesquisando profissionais fora das redes sociais o alcance é mais difícil, eu poderia entrar em detalhes, mas escrever este texto já me basta. Acredito que nenhuma experiência seja única de fato; muitas pessoas já se sentiram culpadas ou mal por acreditarem que o tratamento não funcionou por culpa delas. Mas ter uma abordagem técnica ótima, sem consciência de classe e consciência social, é o mesmo que nada. Falo isso diante da minha perspectiva de mulher negra, que busca apenas o direito de ser cuidada em sua totalidade.

26 março 2026

Paixonite Platônica: um estudo de caso (eu mesma)

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Eu fiquei pensando: por que eu não voltei a ter um blog antes? De verdade, aqui eu posso ser um pouco fútil sem ser julgada (pelo menos eu não fico sabendo quando me julgam). Olha, vou escrevendo o que me der na telha, eu tenho um senso de humor duvidoso, então não me responsabilizo caso alguém se ofenda com a postagem, dito isso, vamos ao post!

Conheci Type O Negative em 2003 por causa de um namorado da época. E sabem de uma coisa? Não foi só a sonoridade que me viciou e me fez pedir o CD The Least Worst Of de aniversário pro meu irmão mais velho (que guardo até hoje). Foi a minha paixão secreta por um amigo. Como eu o achava inalcançável, descontei tudo em uma paixonite platônica pelo Peter Steele  afinal, quem nunca fez isso na adolescência? Achava os dois parecidíssimos (ok, meu amigo era ruivo, mas tingia o cabelo de preto).

Eu tenho um gosto meio peculiar para homens. O Peter não é o padrão de beleza, mas a atmosfera de mistério e o jeito rústico (bem capricorniano!) despertavam algo em mim. Olhando bem, ele não era "lindo", mas tinha um borogodó que, se passasse por mim na rua hoje, eu com certeza viraria o pescoço! Tenho até hoje as fotos da Playgirl que baixei clandestinamente em 2004. A qualidade é péssima, afinal a revista era de 1995  época em que eu era só uma criança andando de bicicleta com cestinha roxa.

Enfim, blog é sobre ser você mesma e sem julgamentos. Procurem o PDF desse ensaio! Artisticamente falando, as fotos dele sozinho são ótimas, especialmente as com os lírios. 🌈

24 março 2026

Livro : Uma garota mágica se aposenta

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Sou péssima para resenhas, isso aqui é mais para deixar registrada a minha leitura. Confesso que comprei o livro não botando muita fé nele! Quando fiz uma pesquisa rápida, vi muita gente falando coisas negativas. Ainda assim, não achei de todo ruim: é uma leitura rápida e fluida, os capítulos são curtos, o que  mesmo assim, não interfere na qualidade da história.

É uma reflexão para nós da geração Millennium e Gen Z, sobre a vida ser um tanto agridoce e sobre como nossas metas, muitas vezes, não importam dentro da atmosfera do mercado de trabalho. Tudo aquilo em que acreditamos, conforme fomos crescendo e envelhecendo, vai ralo abaixo. É uma leitura reflexiva e um tiquinho melancólica, mas que expõe coisas da nossa geração de uma forma até seca e direta.

21 março 2026

Animes de Conforto

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Animes de conforto são algo novo pra mim. Eu só assistia ao que eu gostava e pronto. Mas acabei descobrindo com My Dress-Up Darling, que tenho um anime conforto (é justamente esse mencionado). É interessante: quando a gente é criança/adolescente não tem consciência, mas tive coisas que me traziam conforto.No começo de 2010, foram as séries Lei e Ordem e NCIS. Também foi a novela Avenida Brasil; meus filmes antigos favoritos, como o musical Hair e Sem Destino também me traziam conforto. Nos anos 2000, era Cold Case e Supernatural, mas eu nunca tive outro desenho até então,  além de  Sailor Moon  como desenho de conforto.Hoje, minhas séries de conforto são O Mentalista (que estou revendo), Criminal MindsBull e The Rookie.

Meu companheiro lia My Dress-Up Darling e me recomendou ver o anime e eu me apaixonei! Gosto muito de Fruits BasketDon’t Toy Me, Miss Nagatoro e You and I Are Polar Opposites, mas nada se compara ao desenho da Marin (não é à toa que o template é todo dela). Por mais que eu não consiga ficar acordada tempo o suficiente após a novela das seis, para assistir aos meus animes, toda vez que consigo assistir é como se meu dia melhorasse 100%! É tão gostoso desligar a mente do mundo um pouco… E sendo adulta eu penso que, se tivéssemos filhos, faríamos um esforço para repassar esse ritual pra eles: sentar sem telas (pois sim, a gente fica longe delas após as 19h) e assistir a algo reconfortante (ok, amo séries policiais, algo que não é tão leve assim).

Faz tempo que não faço escalda-pés, tampouco jogo (tem um jogo chamado Fields of Mistria que estou curiosa pra jogar), pois me falta disposição. Esses dias consegui retomar a leitura de um livro que comprei. Estou com a meta de ler pelo menos trinta páginas uma vez por semana; isso tira a culpa que tenho de ter um monte de livros comprados e não lidos. Quando terminar esta leitura (talvez eu fale aqui sou péssima para resenhas), vou escolher outro livro da minha coleção para ler.

Mas voltando ao anime conforto, a pergunta que não quer calar: qual é o anime conforto de vocês? E por quê?

No meu caso é porque é uma trama leve, meio inocente, apesar de ter umas partes meio que digamos, seja meio “porn leve”. Mas é tudo tão leve, fofo… e é isso que meus dias precisam: leveza.

Bem  a postagem de hoje foi essa!
Fiquem bem, abraços

17 março 2026

Entre pausas, recaídas e recomeços

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Escrever, apagar, recomeçar...

Como eu falei nesse post, estou tentando lidar de forma mais leve com as minhas redes sociais, separando as coisas e tudo mais. Tive crises severas nesses dias, mas ok… quando isso acontece eu tento fazer algo criativo para me distrair e não ver o tempo passar. Dessa vez foi o template que vocês estão vendo,embora não tenha sido algo tão criativo assim, já que reaproveitei um que eu já tinha.Por mais que eu gostasse do template escuro, pra mim estava difícil de ler. Enfim, eu nem me lembro mais exatamente sobre o que eu ia escrever… Ah, sim! Sobre o rumo deste blog.

Lidar com certas coisas sem terapia é complicado, ainda mais com crises severas. Em um desses dias, acabei apagando algumas postagens publicadas e também rascunhos. Não sei de fato, se me sinto tão à vontade para escrever sobre coisas hiper pessoais, como a clínica ou algumas conclusões que cheguei sobre a terapia, por isso apaguei o blog diário, ele serviu pro que veio e não havia mais sentido mantê-lo. Afinal, não foi uma escolha minha ter parado ( a terapia) é a única coisa que me permito dizer sobre isso.

Mas foi bom ter separado os Instagrams,levando em consideração que  além de parentes e amigos próximos, também há ex-pacientes  da clínica onde me internei, essa separação me ajuda a não me privar de postar coisas mais íntimas e também a me livrar do “fantasma” do stalker. É complicado escrever sobre isso, ainda mais quando meu ex-psiquiatra chegou a tratar como mania, mesmo com o meu esposo confirmando que essa pessoa me perseguiu fora da internet.Por isso, fico extremamente ansiosa em postar coisas, em escrever… pra mim, não é algo simples. Sofrer assédio já é pesado, mas não ser validada é ainda pior. Já se passaram três anos desde o ocorrido  e isso ainda me causa trauma. É complicado  quem nunca passou por isso dificilmente vai compreender.

Vídeo: Stalking: 10 mulheres são vítimas, por hora, no Brasil

14 março 2026

Lunna ₊˚⊹♡

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 Falei da Vênus e agora falo da minha outra gatinha: A Lunna.

Lunna me ensinou sobre o amor. Não o amor romântico, mas o amor que tem paciência! Ela tinha sido devolvida por três famílias. Quando eu a vi, eu disse: “É ela”. Foram quase duas horas para tirá-la de cima de uma geladeira e levá-la pra casa. Fui conversando com ela o caminho todo. Eu chorava muito. Ela estava bem arisca, e eu não sabia se iria aguentar. Estava com as minhas crises de ansiedade mais severas (isso foi em 2018).Ela não aceitava colo, só ficava na toca dela improvisada na estante da sala. Não aceitava as irmãs. Eu não queria desistir dela, mas foi ela quem não desistiu de mim primeiro.

Em uma noite na qual eu estava sem dormir, chorava muito pois estava em crise, ela subiu na cama  algo que nunca havia feito acomodou-se nos meus pés e começou a ronronar. Eu me acalmei e consegui dormir. Descobri ali que ela não tinha medo de mim, mas eu tinha medo dela, da sua rejeição. Após aquela noite, aos poucos, ela foi ficando menos arredia, foi se aproximando mais da Vênus e da Azeitona e desde então, não deita na cama para dormir enquanto eu não o fizer.Ela ainda é arredia. Não curte muito colo (e nem banho), mas é um grude que adora brincar de pega-pega. Meio resmungona, mas muito carinhosa. Faz cara feia quando recebe carinho, mas também pede e sabe dar.

Em momentos em que tenho crise, me acho a pior pessoa do mundo, alguém que não consegue fazer nada, acabo me lembrando que eu sei dar amor. Isso é reconfortante!Que também sei (apesar de tudo) receber amor. É incrível como pets se tornam nossa família, parte da gente e participam dos nossos processos de cura!Neste momento em que estou escrevendo esta postagem, minha pequena (ou pipoquinha, como chamo) está deitada nas suas almofadas. Ela sempre gostou de almofadas, desde o dia em que eu dei a minha do Joy Division para ela deitar. Não falo que as almofadas são da cama; falo que as almofadas são da Lunna.

09 março 2026

Um Texto, um Respiro: Sobre apoio, cura e escrever sem medo

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 Eu não sei se este texto é adequado para este blog ou para o blog de diário. Deixo o diário para coisas pesadas, não sou duas pessoas, mas não quero ficar me policiando e escolhendo o que escrever, eu apenas escrevo e divido em dois!Hoje vou tentar ir ao cinema, queria ter ido ontem, mas, além da crise de ansiedade ter me impedido de almoçar fora, me impediu de fazer qualquer coisa que valesse.

Eu sou muito grata por ter suporte emocional aqui dentro de casa, sofri muitas violências que não cabem aqui (era para eu ter escrito aqui, mas só consegui, malemá, escrever no meu diário virtual). Após relacionamentos abusivos, estou com alguém que é meu companheiro, não apenas marido.Falam que capricornianos são frios, são nada! Rabugentos, sim, mas frios… aí depende da pessoa que os cativa (˶ᵔ ᵕ ᵔ˶) ‹𝟹.

Estou naquela de  além de acumular rascunhos (que organizei alguns para publicações programadas, assim eles não ficam abandonados na minha gaveta virtual), escrever naquela lógica de “escrevo porque quero, lê quem quer”, assim não fico pisando em ovos dentro da minha mente e não me calo!Ontem não foi dia de celebrar, as estatísticas estão aí, mas  para além de sempre lembrar sobre elas, devemos lembrar que não devemos perpetuar a violência cometida conosco, pois aprendemos muitas vezes que a violência é lar, porque vem de dentro do lar.

Ainda bem que hoje a terapia é algo mais acessível, que grupos de apoio para mulheres sem fins lucrativos encaminham mulheres para bons profissionais. Que negligência não é sinal de força; trabalhar as fragilidades, sim. Pois, como uma sobrevivente de violência s*, sei que a gente tem que juntar nossos pedaços muitas vezes sozinhas e estou arrancando forças para compartilhar o prelúdio disso aqui no blog.

Seja seu relacionamento heteronormativo ou não, ficar onde te vilanizam e te abusam é um ato de sobrevivência. Não é tão fácil sair como foi fácil entrar, sei que encontrar um apoio seguro não é fácil, pessoas são corruptas. Nem sempre uma mulher vai te dar apoio, pois muitas aprendem a ser machistas. Nem sempre um profissional de saúde mental vai ouvir e sanar suas demandas de forma adequada.

Mas quero que saibam: quando a gente aprende o que é saudável, aprendemos o que é apoio de verdade. Percebemos quando um profissional nos acolhe de verdade, abrimos espaço para relacionamentos saudáveis  e não falo apenas de relacionamentos amorosos, falo de qualquer relacionamento.

E não se esqueçam: um dia de cada vez, pois também não é fácil sair de um modo de sobrevivência disfuncional.

Cuidem-se e se eu for ao cinema, eu conto como foi!

Abraços
-Mah

07 março 2026

Fotos aleatórias

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 Apenas fotos aleatórias



06 março 2026

Azeitona ❤︎⋆˙⟡

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É a nossa criança mais velha, beira já seus 15 anos, mas com atitude e disposição de filhote. Mas ela já está sentindo os anos nas patinhas. Foi mãe de quatro, já morou em três cidades diferentes e arranca suspiros por onde passa. Pensa numa doguinha simpática! Hoje, 27/02/2026, escrevo sobre ela e nem parece que faz muito tempo que está conosco!

Ela foi abandonada esperando cria na frente de um pet shop,estava há dias esperando seu dono voltar. O acaso num sábado à noite, fez com que a encontrássemos  e ela nos adotasse. Levamos ela mesmo sem poder de ônibus para casa, enrolada em uma cobertinha. Ela aceitou de bom grado, sempre meiga e carinhosa. Fizemos anúncio no Facebook para saber se era de alguém, mas ninguém se apresentou. Chamamos um veterinário e ele disse que ela já tinha seus 3 anos de idade.

Todas as casas que alugamos pensamos nela, ela gosta de um quintal grande para correr, um canteiro de plantas para cavar. Nosso neném tem medo da chuva. Escrevo isso porque nossa pretinha está ficando velinha, nossa companheira que já sofreu tentativa de envenenamento por vizinhos, nossa porpeta brincalhona. Hoje ela não está muito bem e isso aperta meu coração. Ela já teve câncer. Minha companheira de deitadas no quintal está envelhecendo, tem barba branca e nem late mais. Ela ama andar de carro...

Quero celebrar minha gostosa em vida, e é por isso que escrevo este texto: para não me esquecer de mostrar a vocês o quanto de amor ela nos doou, da maneira dela  e sempre foi bem recebido. Da galinha Clotilde que ela tanto amava e do macaco Caco, que dorme com ela todas as noites! Não gerei filhos, mas não posso negar que amor não me faltou dos filhos de quatro patas que adotei! Escolhi o nome porque gosto muito de azeitonas e achei que ela tinha cara de tal. Era miudinha para mim, tão pequenininha (para mim). Hoje não enxerga muito bem e mal ouve, mas sabe lamber, mesmo lhe faltando alguns dentes ela pede ossinho.

Deixo aqui meu amor por ela, que tantas vezes latiu na minha janela e não parou enquanto eu não falasse bom dia. Já fiquei brava com ela algumas vezes, porque já foi travessa, mas quando ela sorri (sim, ela sabe sorrir), isso me aquece o peito. Minha velhota que ama beijo na testa, que já me viu chorar tantas vezes e me fez rir tantas outras… amo muito você. 

05 março 2026

Talvez eu só precisasse escrever

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Eu nem ia aparecer por aqui. Pretendia escrever algo quando estivesse mais inspirada, mas não me canso de dizer: blog é para a gente escrever o que e quando a gente bem entende! O meu diário virtual tem me ajudado com isso. Quando o fiz mês passado, era para desabafar enquanto eu não encontrasse um novo psicólogo/psiquiatra. Mas o que me surpreendeu é que estou escrevendo para além disso: estou escrevendo para mim mesma, de certa maneira, sobre assuntos que enquanto escrevo, acabo refletindo.

Isso é o mais rico entre blogar e ter uma rede social. Na rede social, eu tento me expressar de outra forma, de uma certa maneira visualmente, mas isso me limita um pouco (ainda mais que fechei meu perfil pessoal e, no do blog, não posto tantas coisas do meu universo íntimo). Mas aqui, independente do blog em que estou escrevendo, há uma liberdade e no fim, estou conseguindo o que vim buscar aqui: estreitar fronteiras .

Aqui não sou muito específica como no meu diário. Não que eu me sinta mal em escrever aqui estou aprendendo a não ficar tão ansiosa escrevendo, como falei neste post aqui. Mas são mais coisas que eu queria ter lido quando eu tinha blog e o público era todo alternativo. Li esses dias que tu tens que ter posicionamento. Não é necessário, mas quando algo te desagrada, tu tem que falar  e eu concordo. Tu acaba perdendo coisas no meio do caminho, mas o que a gente aprende quando só vê o lado bom das coisas? Acho que a gente se força a permanecer onde já não cabe mais.

Estou deixando ambos os Instagrams confortáveis. É a única rede social que transito (e não fico   muito). Consegui encontrar meninas/mulheres que mais se assemelham comigo, até contas que eu seguia anos atrás e acabei perdendo junto com a minha conta pessoal anterior. Estou tentando ter uma convivência saudável com a rede e tem funcionado um pouco.

Enfim. É apenas um texto curto na hora do meu almoço.

Espero que o fim de semana de todos vocês seja ótimo, leve e produtivo na medida do possível. Que vocês façam suas coisinhas e que isso traga paz para vocês.

Um abraço enorme
-Mah

Meme daqui

04 março 2026

Como é viver um show sendo introvertida

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Em cada momento que saio de casa para ir a um show, é uma emoção grande vivenciar a arte de quem admiro e que moldou meu estilo e essência. Mas também há uma ansiedade silenciosa que só quem é introvertidx conhece bem. Estar em um show deveria ser pura emoção, vivenciando a energia do local de forma intensa e intimista, mas, para mim, cada aplauso, cada grito ao redor é uma mistura de alegria e tensão. Neste relato, quero compartilhar como é vivenciar um espetáculo ao vivo quando seu lugar natural é mais nos bastidores do que no meio da multidão, entre sentimentos intensos que se misturam à necessidade constante de encontrar um refúgio no caos.


Minha ansiedade já começa durante o anúncio do evento, seja ele um cover em um bar, uma banda autoral pequena ou uma banda de calibre maior. A reação é sempre a mesma: a vontade de ir e a desistência, antes mesmo de estar com os ingressos em mãos. É complicado, pois o introvertido não é antissocial, mas a interação humana prolongada causa certo desgaste, o que nos deixa em casa por no mínimo, um mês.

As emoções invadem nossa mente; pensamos mil coisas e por vezes, não queremos pensar nada, apenas para manter a mente vazia. Mas sair é sempre um desafio para mim: há estímulos sensoriais que me incomodam bastante. Para mim, sair envolve um planejamento antecipadíssimo, ainda bem que datas de shows maiores são anunciadas com antecedência, assim posso me programar e trabalhar o emocional.


Há dias em que não quero contato humano. Estou tão desgastada que apenas o corpo está presente. Lugares cheios me causam uma tremenda ansiedade e por isso, assistir a shows é uma experiência dual para mim. A luz do palco mistura-se com o cheiro do público, enquanto o som ecoa. Cada aplauso me atinge como um tapa leve, excitante e desgastante ao mesmo tempo. Cada empurrão da multidão me lembra que estou fora da minha zona de conforto; eu acabo me autoprotegendo e me encolhendo muitas vezes no meio das pessoas.

Se o show tem mais de uma hora, é como se meu corpo desligasse e ficasse ali inerte e avulso as coisas.Se eu possuo grana pra comprar camarote, eu compro.É como vivenciar a experiência com mais tranquilidade e poder sentar uma vez ou outra, é como tranquilizar a minha ansiedade e respirar com mais fluidez e menos afobação.Gosto de sair de casa, mas tem que ser tudo bem planejado, para que minha experiência não seja incompleta e eu estrague meu próprio dia.Mas assumo: a melhor parte é chegar em casa.


03 março 2026

Se me der vontade, eu posto (Para quem gosta das minhas viagens)

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 Acredito que blogar seja mais sobre se divertir do que qualquer outra coisa. Estou em horário de almoço e estou aqui escrevendo. Eu meio que perdi aquela coisa de me divertir fazendo certas coisas. Eu tenho vários rascunhos e fico implicando comigo: “Mas as pessoas vão ler isso? Eu vou ficar postando todo santo dia?”. Antigamente, eu não tinha tamanha cobrança com isso. Por vezes, eu postava mais de uma vez por dia. Disse, em postagens atrás, que as postagens seriam espaçadas e eu estou aqui escrevendo. Nem é sobre se contradizer, mas quando escrevi a postagem passada eu o fiz pensando: “Não quero encher quem lê isso aqui de conteúdo”. Aí eu lembro que não estou no Instagram e que aqui não tem algoritmo, que se as pessoas me seguem, é porque se identificam de alguma forma com o que eu escrevo. Estou reaprendendo a relaxar.

Quando fiz um Instagram para o blog, foi, além de conhecer pessoas semelhantes, para me divertir “criando” conteúdo. Não tenho pretensão nenhuma de crescer, por isso posto ali quando dá na telha e o que eu quero postar. Não sei se estou escrevendo isso para alguém que precisa ler, mas certas coisas na nossa vida precisam, de fato, ser divertidas, não obrigatórias! Se senti vontade de postar aqui, que eu o faça. E o meu diário virtual, feito mês passado, tem me ajudado com isso. Se eu ficar esperando apenas coisas legais na minha vida para postar, vou acumular ainda mais rascunhos.

Tenho rascunho que fala dos meus pets, da minha evolução no que diz respeito à minha aparência, compra de quinquilharias e acredito que acima de tudo, por mais que eu tenha um espaço público onde pessoas me acompanham, tenho que me divertir. Eu às vezes, esqueço que tive blogs que ninguém lia e eu amava postar mesmo assim (◔_◔). Como vou esperar a vida acontecer para postar, sendo que ela JÁ ESTÁ acontecendo?! Acho que seria injusto comigo mesma.

Eu sinceramente não sei por que estou tão reflexiva a respeito dessas questões. Talvez seja por conta de uma postagem que escrevi mês passado (mais um rascunho), sobre a época em que tive meu primeiro blog... Então, vou tentar falar um pouco do meu dia:

02 março 2026

Essência em tempos de rede social

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Eu tenho cerca de dez rascunhos para postar, mas essa postagem não foi programada, e sei que é cedo (já que publiquei algo ontem) para postar qualquer coisa . Eu poderia escrever isso no meu diário virtual, mas acredito que este texto se encaixa mais aqui. Meu diário é mais para reflexões pesadas.Estou aqui novamente com o dilema de fechar meu Instagram pessoal. Escrevi um texto sobre ter saudades da Marcela que fui aos 31 anos  aquela que não tinha medo e que apenas era. Quando foi que a gente deixou o medo dominar? Não falo de forma geral, mas de nós, que somos mais reservados.

Será que os fantasmas do bullying ainda andam nos assombrando, a ponto de querermos ser anônimos? Porque muitos têm a capacidade de falar de detalhes tão pessoais, mas sem mostrar o rosto. Sei que a vida precisa de um pouco de reserva, mas tive um stalker, e bem… isso me traumatizou bastante, mesmo sendo reservada e low profile (algo que não sou tanto hoje em dia).Não estou aqui para atacar quem tem seus cantos virtuais (independente da plataforma) sem mostrar o rosto. Mas eu me pergunto: quando foi que a gente começou a ter medo?

Quando foi que ficamos com medo de compartilhar partes inofensivas do nosso mundo? Quando foi que ficamos com tanto medo de ser julgados? Às vezes navego em blogs que já estão sem atualizações há uma década, e fico maravilhada com a naturalidade com que as pessoas postavam suas coisinhas. E o mais interessante: a maioria sem expor de forma exagerada suas vidas.

Essa reflexão me causa um certo incômodo, não por conta do outro, repito, eu respeito e não estou aqui para impor nada, mas porque me pergunto quando foi que deixamos para trás essa coisa quase inocente de compartilhar a vida sem ser performático? O problema não é ter rede social, é o que a gente consome nela. A gente acaba se comparando, e isso é tão injusto com a gente.

01 março 2026

O cansaço rouba a criatividade

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Fiz uma menção no meu antigo blog sobre como por conta dos cosplayes de J-Rock  lá no fotolog, acabou me inspirando em muitos aspectos! Ver perfis como o da Anne, Sinistra, Lua Morales , Akasha Lincourt (cara, como a gente trocava ideia ) e a Emily (gente eu não lembro o nome dela completo, mas ela fazia um cosplay da Alice no País das Maravilhas e fazia manipulações no PS divinas pra época) na mesma plataforma, me era muito inspirador! Eu passava as horas que eu ficava sozinha em casa  estudando e criando ideias para fotografar meus amigos, me arriscava com autorretrato e aprendia de forma pratica (e limitada) sobre fotografias e manipulação de imagens, o período entre 2004 - 2016 foi bem empolgante nesse aspecto! O Viona-art , Deviantart e o Olhares.com também me trouxeram muitas inspirações. 

Se eu falar que eu não lembro mais como se faz as coisas, ninguém acreditaria. Eu não usava o PS, minha amiga copiou o dela para mim e mesmo fazendo curso básico, meu pc da Xuxa não aguentava o tranco, então, eu usava o Fireworks para fazer edições  (tratamento e manipulação de imagens) e olha, eu me divertia MUITO aprendendo e isso me rendeu algumas coisas. Como ganhar um concurso da Revista Glamour, participar de outro da Melissa e algumas encomendas de edição de imagens, esse terceiro tópico eu penso: WHY??? -pois minhas edições eram bem over, mas fazia jus a estética gótica/alternativa do começo dos anos 2000.

Fiz um curso de fotografia em 2014, após anos aprendendo por conta e com o que eu tinha disponível, mas a vida adulta cobra, o dia só tem 24 hras e eu tinha um Flickr com fotografias jurássicas e que atualiza-lo me rendia tempo livre para fotografar no qual eu não possuía mais! Fora que acabei deletando alguns retratos dos meus arquivos pessoais, por vários motivos, seja de saúde mental ou por não me achar apta mais para fazer tais coisas e achar tudo aquilo uma porcaria. Para falar a verdade, deixei muitas coisas que gosto para trás, por cansaço, falta de apoio e por ter lembranças que me engatilhavam sentimentos péssimos sobre a minha arte. O meu lugar favorito de fotografar foi o Parque Ecológico da região onde nasci e um vagão de trem abandonado, não falo apenas do resultado, mas quase todas as sessões eram divertidas e trazem boas lembranças. Eu espero retomar as coisas aos poucos e estou buscando motivação para tal, tudo devagar e no meu tempo, mas de fato o cansaço rouba um pouco o nosso brilho e recomeçar nunca será do mesmo jeito que fora no passado. 
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