RECADO:Meu esposo me aconselhou a voltar pra cá, ao invés de refazer um blog, por isso que as postagens aqui, voltaram ao normal

14 março 2026

Lunna ₊˚⊹♡

 Falei da Vênus e agora falo da minha outra gatinha: A Lunna.

Lunna me ensinou sobre o amor. Não o amor romântico, mas o amor que tem paciência! Ela tinha sido devolvida por três famílias. Quando eu a vi, eu disse: “É ela”. Foram quase duas horas para tirá-la de cima de uma geladeira e levá-la pra casa. Fui conversando com ela o caminho todo. Eu chorava muito. Ela estava bem arisca, e eu não sabia se iria aguentar. Estava com as minhas crises de ansiedade mais severas (isso foi em 2018).Ela não aceitava colo, só ficava na toca dela improvisada na estante da sala. Não aceitava as irmãs. Eu não queria desistir dela, mas foi ela quem não desistiu de mim primeiro.

Em uma noite na qual eu estava sem dormir, chorava muito pois estava em crise, ela subiu na cama  algo que nunca havia feito acomodou-se nos meus pés e começou a ronronar. Eu me acalmei e consegui dormir. Descobri ali que ela não tinha medo de mim, mas eu tinha medo dela, da sua rejeição. Após aquela noite, aos poucos, ela foi ficando menos arredia, foi se aproximando mais da Vênus e da Azeitona e desde então, não deita na cama para dormir enquanto eu não o fizer.Ela ainda é arredia. Não curte muito colo (e nem banho), mas é um grude que adora brincar de pega-pega. Meio resmungona, mas muito carinhosa. Faz cara feia quando recebe carinho, mas também pede e sabe dar.

Em momentos em que tenho crise, me acho a pior pessoa do mundo, alguém que não consegue fazer nada, acabo me lembrando que eu sei dar amor. Isso é reconfortante!Que também sei (apesar de tudo) receber amor. É incrível como pets se tornam nossa família, parte da gente e participam dos nossos processos de cura!Neste momento em que estou escrevendo esta postagem, minha pequena (ou pipoquinha, como chamo) está deitada nas suas almofadas. Ela sempre gostou de almofadas, desde o dia em que eu dei a minha do Joy Division para ela deitar. Não falo que as almofadas são da cama; falo que as almofadas são da Lunna.

Que aliás, teve seu nome dado por causa da gatinha da Sailor Moon de mesmo nome, a qual eu tenho tatuada na panturrilha. Eu aprendi com ela que, mesmo em noites solitárias de choro e desamparo, tem alguém por mim. Aprendi que os bichinhos são extremamente gratos quando há gratidão para demonstrar e isso é uma das coisas mais bonitas que já vivenciei. E isso não tem preço!Eu até me emociono, pois, de fato, quando eu adotei a Lunna, ela estava à beira de ser sacrificada, basicamente. Ninguém a queria, e até o lar adotivo nos ofereceu outro gato para adotar, mas eu bati o pé e quis ela!

Houve momentos em que ela deu muito trabalho, principalmente entre as mudanças. Por vezes, ela é meio malcriada, mas quando eu ouço aquele miadinho todo tímido, eu esqueço. Penso que valeu a pena e lembro do suporte emocional que ela já me deu, mesmo sem saber falar uma palavra!Eu a amo. Adoro fungar seu pescocinho e apertar suas patinhas. É tão gostoso… parece que toda ansiedade vai embora  e, por um momento, vai!

Uma ode aos filhos de quatro patas!

Ela em 2018



Dia 16/03 ela faz oito anos e em setembro faz oito anos que ela está conosco

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